Os
Conselhos Jovens de Meio Ambiente (CJs) foram criados no ano de
2003,
durante um processo de mobilização em prol da Educação Ambiente entorno
da construção e realização da I Conferência Nacional Infanto Juvenil
pelo Meio Ambiente (CNIJMA), realizada pelo
Ministério da Educação (MEC) e
Ministério do Meio Ambiente
(MMA), meio ao contexto da Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA)
e na construção de políticas públicas na área ambiental,
garantindo-lhes voz e voto nas tomadas de decisões, coerência com
posturas éticas de juventude, com jovens e para jovens, interação e
parceria entre jovens e instituições que compunham as comissões
organizadoras nos estados.
Neste processo, os jovens foram co-responsáveis pela organização de
todo processo de conferência nos estados, seguindo o princípio
Jovem Educa Jovem,
Jovem Escolhe Jovem e
Uma Geração Aprende com a Outra, ou seja, jovens contribuindo no engajamento de outros jovens. Com esta ação, buscava-se:
• Adensar a temática socioambiental junto a organizações de
juventudes; • Inserir a pauta ambiental no âmbito de inúmeras
organizações de juventudes; • Fortalecer as temáticas de juventudes
juntos aos coletivos e às organizações da área ambiental; • Mobilizar e
fortalecer a atuação dos jovens na CNMA (versão adulto), elegendo-se
como delegados e inserindo suas propostas e temas de interesse nesse
debate.
A estruturação destes Conselhos Jovens foi realizada a partir de um
intenso processo de articulação e de diálogo entre diversas organizações
de juventude. Ao longo do processo, diversas vezes o caráter consultivo
desses conselhos foi apontado como não coerente, não refletia seu real
sentido, uma vez que tinha como intenção o vínculo com as comissões
organizadoras, criadas apenas para um evento. Um Conselho, por
definição, pressupõe hierarquias, um caráter de representação e dinâmica
de funcionamento que não supria as demandas dessas juventudes. Desse
modo, os Conselhos Jovens passaram por um processo de reflexão e
análise, que por fim, culmina na re-identificação destes jovens enquanto
Coletivos Jovens de Meio Ambiente. Esse novo caráter assegura aos jovens, espaço efetivo de participação em processos além Conferências.
A intenção passa a ser a efetiva construção de uma sociedade
sustentável, justa e igual para todos, baseada nas realidades das
diversas comunidades e regiões e no diálogo entre esses Coletivos
Jovens. Uma reestruturação política, necessária, para aprofundar a
reflexão e participação das juventudes, em especial, na construção de
políticas públicas e no trabalho de base, de/para/com jovens.
Os Coletivos Jovens permanecem em atividades até hoje, atuando em
projetos relacionados com a temática socioambiental. Atualmente
participam do Programa
Vamos Cuidar do Brasil
com as Escolas, através das COM-VIDAS (Comissões de Meio Ambiente e
Qualidade de Vida), fazem parte das COEs (Comissões Organizadoras
Estaduais), são responsáveis por organizar as Conferências Infanto
Juvenil pelo Meio Ambiente nos seus estados, realizam ações próprias de
mobilização e estão articulados na Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e
Sustentabilidade, da qual em muitos locais são os principais
interlocutores, possuindo uma ação vasta em todo o território nacional.
Atenciosamente,
Cj_Breves
Jefferson Pantoja