terça-feira, 8 de maio de 2012

Coletivos Jovens Breves retornando as origens.





Os Conselhos Jovens de Meio Ambiente (CJs) foram criados no ano de 2003, durante um processo de mobilização em prol da Educação Ambiente entorno da construção e realização da I Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), meio ao contexto da Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA) e na construção de políticas públicas na área ambiental, garantindo-lhes voz e voto nas tomadas de decisões, coerência com posturas éticas de juventude, com jovens e para jovens, interação e parceria entre jovens e instituições que compunham as comissões organizadoras nos estados.
Neste processo, os jovens foram co-responsáveis pela organização de todo processo de conferência nos estados, seguindo o princípio Jovem Educa Jovem, Jovem Escolhe Jovem e Uma Geração Aprende com a Outra, ou seja, jovens contribuindo no engajamento de outros jovens. Com esta ação, buscava-se:
• Adensar a temática socioambiental junto a organizações de juventudes; • Inserir a pauta ambiental no âmbito de inúmeras organizações de juventudes; • Fortalecer as temáticas de juventudes juntos aos coletivos e às organizações da área ambiental; • Mobilizar e fortalecer a atuação dos jovens na CNMA (versão adulto), elegendo-se como delegados e inserindo suas propostas e temas de interesse nesse debate.
A estruturação destes Conselhos Jovens foi realizada a partir de um intenso processo de articulação e de diálogo entre diversas organizações de juventude. Ao longo do processo, diversas vezes o caráter consultivo desses conselhos foi apontado como não coerente, não refletia seu real sentido, uma vez que tinha como intenção o vínculo com as comissões organizadoras, criadas apenas para um evento. Um Conselho, por definição, pressupõe hierarquias, um caráter de representação e dinâmica de funcionamento que não supria as demandas dessas juventudes. Desse modo, os Conselhos Jovens passaram por um processo de reflexão e análise, que por fim, culmina na re-identificação destes jovens enquanto Coletivos Jovens de Meio Ambiente. Esse novo caráter assegura aos jovens, espaço efetivo de participação em processos além Conferências.
A intenção passa a ser a efetiva construção de uma sociedade sustentável, justa e igual para todos, baseada nas realidades das diversas comunidades e regiões e no diálogo entre esses Coletivos Jovens. Uma reestruturação política, necessária, para aprofundar a reflexão e participação das juventudes, em especial, na construção de políticas públicas e no trabalho de base, de/para/com jovens.
Os Coletivos Jovens permanecem em atividades até hoje, atuando em projetos relacionados com a temática socioambiental. Atualmente participam do Programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas, através das COM-VIDAS (Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida), fazem parte das COEs (Comissões Organizadoras Estaduais), são responsáveis por organizar as Conferências Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente nos seus estados, realizam ações próprias de mobilização e estão articulados na Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, da qual em muitos locais são os principais interlocutores, possuindo uma ação vasta em todo o território nacional.

 Atenciosamente,

Cj_Breves
Jefferson Pantoja